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Reciclagem de peças de carros usados no Brasil alcança apenas 3%

No país apenas 2,5% dos veículos vão para reciclagem, o restante dos 97,5% dos carros vão parar em depósitos e desmanches.

Milhares de veículos diariamente zero km ingressam nas ruas brasileiras. Fabricados no país, em países vizinhos como Argentina e México, ou importados de mais longe. Ao mesmo tempo diariamente de forma não divulgada diversos veículos chegam a seu final de vida, sem condições de rodar mais, e na maior parte das vezes são abandonados ou ficam apodrecendo em garagens.



Tudo isso forma uma extraordinária quantidade de materiais muito pouco aproveitados para reciclagem. E é muito alumínio, muito plásticos, muitos metais. Chegou a hora de dar um importante passo para a sustentabilidade e para a preservação do meio ambiente utilizando toda essa sobra.



Algumas Indústrias paulistas começaram a anunciar que devemos começar a reciclar peças de veículos usados. No país apenas 2,5% dos veículos vão para reciclagem, o restante dos 97,5% dos carros vão parar em depósitos e desmanches, segundo informação do SINDINESFA – Sindicato Atacadista de Sucata Ferrosa e Não Ferrosa.



Podemos citar como exemplo a reutilização de uma porta. No processo industrial de reciclagem de uma porta há a economia de recursos naturais importantes com as ligas de ferro, minérios, água, produtos químicos e energia que somam cerca de 40% dos recursos naturais utilizados. Além disso, com a reciclagem de peças de veículos o meio ambiente é poupado de um grande acumulo de resíduos, que iriam acabar nos depósitos ou mesmo na natureza. Além desses dois fatores de importância ambiental ainda tem a questão econômica, com a reciclagem das peças de veículos há uma economia de cerca de 30%, ou seja, as peças produzidas com base no reaproveitamento de outras peças têm um custo médio cerca de 30% inferior as peças comercializadas nas concessionárias, possibilitando um preço competitivo.



E para completar a série de benefícios advindos da reciclagem de peças de Automóveis, temos o benefício social, pois com a legalização da reciclagem das peças dos carros já em desuso, a atividade dos desmanches deve ser inibida, uma vez que os desmanches são os maiores receptores de peças de veículos roubados. Com a legalização e o estimulo da reciclagem das peças de veículos, as suas ações serão bastante restringidas. Muitas pessoas se preocupam com a qualidade das peças automotivas recicladas, mas é preciso esclarecer que essas peças passam novamente por todo o processo de industrialização, além de que peças e acessórios de segurança, pneus, cintos, airbags, rodas, sistema de segurança e de direção não podem ser reciclados, a exemplo do que já acontece na Argentina. Vale salientar que nos Estados Unidos e outros países onde há a reciclagem de peças de veículos e esta é obrigatória, as empresas ainda fornecem em média 3 meses de garantia para a maioria das peças.


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